Edição de Outubro 2015
Refugidos Fogem da Violência
Economia

CAOS ECONÔMICO NO BRASIL

DECLÍNIO DO REAL

por Sandra Rosenberg

 

A economia brasileira está em sérios apuros, tanto é, que há falas de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em sua campanha para um segundo mandato, Rousseff prometeu aproveitar o petróleo e melhorar a economia. Logo em seu segundo mandato, um suborno e um escândalo de corrupção na companhia nacional de petróleo, a Petrobras, abanou sua administração e houve brasileiros entoando nas ruas, exigindo sua renúncia. Repercussões do escândalo ainda são sentidas como mais e mais prisões sendo feitas no inquérito.

 

Desde que tomou posse, o BRL diminuiu mais de 44% em relação ao USD ea inflação subiu para o ponto onde o público em geral está em pânico. Com o câmbio flutuando em R $ 4,00, para US $ 1.00 USD, produtos importadose viagens dispararam no preço. As tentativas do Banco Central do Brasil para fortalecer o real, tiveram pouco sucesso. Seu valor está numa baixa de 13 anos contra as principais moedas. Chegou a um ponto baixo de R$ 4,24 para US$ 1,00 USD em 24 de setembro de 2015. A Bolsa de Valores de São Paulo Index (Ibovespa) também está caindo.

 

A economia brasileira, antes de sedear a Copa do Mundo da FIFA em 2014, era um dos mercados emergentes mais promissores em qualquer lugar; desde a Copa do Mundo, diminuiu a um ritmo alarmante. Antes da Copa do Mundo, houve protestos em todo o país sobre a quantidade de dinheiro gasto pelo governo na construção de 12 novos estádios e outros locais que eram necessárias para lidar com o afluxo de fãs de futebol e turistas que vêm para ver os jogos. As pessoas achavam que o dinheiro teria servido a um propósito muito melhor se tivesse sido gasto em projetos, tão necessários, que beneficiariam o público em geral. Grande parte do público sentiu que a licitação para os projetos dos estádios era corrupta, elevando o preço para construí-los.

 

Como o decline do BRL, mais e mais brasileiros estão convocando para a remoção de Dilma do cargo. Sua administração tem falhado repetidamente para obter o excesso das metas orçamentárias. O superávit em março foi de $ R239 milhões, bem abaixo dos R$ 5.15 bilhões esperados pelo mercado. Corretores de todo o mundo estão aconselhando investidores a não investir no Brasil, causando ainda mais pressão sobre a economia.

 

A crise atual tem aumentado o desemprego no Brasil para 7,6%, ante o recorde de baixa de 4,30 alcançado em Dezembro de 2013.

 

O plano do governo brasileiro para virar a economia envolve corte de gastos e aumento de impostos. É questionável se eles serão capazes de fazer isso com o Brasil perto de sediar os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

 

Vamos continuar a observar e informar sobre a evolução da crise.

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